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Para garantir transparência e combater a corrupção

Treinamento de gestores, reforço nas ações de controle interno e participação popular ajudaram a administração do DF a melhorar suas práticas

Combater a corrupção e buscar formas de potencializar a gestão de recursos públicos e de pessoal são focos que norteiam a Controladoria-Geral do DF (CGDF). Nos últimos seis meses, a unidade fez palestras nas administrações regionais, reforçou documentos de gestão ampliando o rigor na prestação de contas e exigiu o tratamento prioritário das demandas comunitárias nas ouvidorias.

Em comparação ao ano passado, os Processos Administrativos disciplinarem (PADs) foram analisados em tempo recorde: 98 servidores foram expulsos após o julgamento de processos, o que representa um aumento de 80% em comparação com 2018. Em março, os 142 PADs que estavam parados há anos foram julgados. Depois foram encaminhados mais 25, totalizando 167. Destes, 125 foram julgados.

Atendimento da ouvidoria 

O papel da Ouvidoria-Geral do DF (OGDF) é receber as reclamações, solicitações de serviços, informações, elogios, sugestões e denúncias registradas pela população. Um levantamento do órgão mostra que 89% dos cidadãos estão satisfeitos com o atendimento, 70% com os serviços prestados e 74% indicariam a Ouvidoria para outras pessoas. No ranking dos assuntos mais demandados pelo órgão, o passe livre estudantil teve 4.991 manifestações, destas 63% foram resolvidas. De 4.549 pessoas que entraram em contato com a OGDF sobre tapa buraco, 51% conseguiram solucionar a demanda.

Combate à corrupção

Dois decretos importantes fortaleceram os trabalhos de controle interno realizado no âmbito da administração pública do Distrito Federal: os decretos nº 39.620 e o nº 39.723. O primeiro reforçou a atuação dos servidores da Controladoria-Geral, que passaram a ter acesso a qualquer dependência física de órgãos e entidades do GDF, bem como a qualquer processo administrativo ou documento, físico ou eletrônico. Já o segundo determinou a priorização pelos servidores e gestores públicos das demandas registradas pelos cidadãos nas Ouvidorias do DF.

Em abril passado, foi criado o programa de controle social De olho na saúde com objetivo de para promover auditorias cívicas para aprimorar os serviços públicos prestados pelas unidades de saúde do DF.

ANA LUIZA VINHOTE, JÉSSICA ANTUNES E RENATA MOURA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
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