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Melhor infraestrutura, assistência mais humana

Investimento na reforma de hospitais e clínicas chegou a R$ 43,3 milhões. Em medicamentos e material, mais R$ 166,3 milhões. E em 19 UBSs o horário de funcionamento foi expandido

As ações de gestão, combinadas com a melhoria estrutural e de condições de trabalho, têm permitido ao cidadão do Distrito Federal uma assistência com mais qualidade.

Na Atenção Primária à Saúde, porta de entrada para o atendimento na rede pública, houve uma revolução e, de forma inovadora, 19 UBSs expandiram o horário de funcionamento e passaram a oferecer atendimento até as 22 horas.

“O atendimento noturno é voltado às pessoas que trabalham o dia inteiro. É uma ampliação do acesso para a população, a exemplo dos pais que não podem levar suas crianças para se consultar porque não podem faltar ao trabalho”, explica a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Lucilene Florêncio.

Nos primeiros 15 dias de atendimento com horário estendido, a procura em algumas unidades já havia subido 30%, com elogios da população. Com a filha de apenas seis anos de idade sentindo dores de cabeça e com febre, Daise Cardoso chegou do trabalho e logo levou a menina a uma UBS no Guará.

“Caso não estivesse aberta, a opção seria a emergência de um hospital. Além do caso dela não ser de urgência, eu ainda precisaria esperar por horas até ser atendida. Aqui, nem precisei marcar consulta. Chegamos e ela foi prontamente atendida”, conta Daise.  A pequena Maria Eduarda já saiu da unidade medicada.

Complexo regulador – A área do Complexo Regulador também apresenta bons números. Ampliou de 27 para 32 o número de especialidades reguladas. Essa melhoria, de forma simplificada, significa que o cidadão conta, agora, com acesso mais qualificado, sendo priorizado o seu quadro clínico em um cadastro único para toda a rede.

Cirurgias – Outro avanço foi no número de cirurgias, o que demonstra maior produtividade das equipes dos hospitais. Em nove meses, foram feitos 52.397 procedimentos. O Hospital Regional de Sobradinho, por exemplo, zerou a fila de cirurgias de câncer urológico. Já o Hospital Regional de Taguatinga realizou 587 cirurgias de catarata.

“Conseguimos diminuir a fila com a força-tarefa. Já estamos chamando pacientes com um ano de espera. Quando iniciamos, os primeiros pacientes aguardavam pela cirurgia desde 2017”, recorda o oftalmologista e responsável técnico da Oftalmologia, José Alberto Paiva de Aguiar Júnior.

Transplantes – Uma outra conquista foi o lançamento da plataforma Doe Órgãos (http://doeorgaos.saude.df.gov.br/), com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do ato e, assim, aumentar a rede de potenciais doadores.  Até o dia 25 de setembro, foram realizados 448 transplantes. Comparado ao mesmo período do ano passado, a doação de córnea, por exemplo, teve um aumento de 49%, saindo de 194, em 2018, para 290 transplantes em 2019.

Foco no combate à dengue

Nos primeiros nove meses do ano, 834.449 imóveis foram inspecionados – quase 92 mil a mais que no mesmo período do ano passado. O uso de UBV, conhecido popularmente como fumacê, também foi intensificado em 2019: foram 989.526 aplicações do insumo, contra 62.855 no ano passado; e 39.528 aplicações de UBV costal, contra 19.625 em 2018. Além disso, foram instaladas 1.354 armadilhas.

Algumas medidas tomadas recentemente pela Secretaria de Saúde para reforçar o combate ao Aedes aegypti foram a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério da Saúde, para regulamentar a alocação de 120 servidores cedidos pelo Ministério à Secretaria;  a capacitação de 1,5 mil soldados do Corpo de Bombeiros e a implantação do uso de motos para reforçar pulverização de Ultra Baixo Volume (UBV).

“O Distrito Federal está preparado do ponto de vista teórico e prático. É a única Unidade da Federação que tem todos os insumos básicos para o enfrentamento do mosquito”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Ouvidoria da Saúde: a cada cinco demandas, uma é elogio

A evolução na Saúde pode ser comprovada pelos chamados na Ouvidoria. Em 2019, a quantidade de elogios foi 89% superior à registrada em 2018. Isso significa que a cada cinco manifestações, uma é elogio. A participação popular também aumentou. Em 2018, foram 4.903 manifestações entre janeiro e novembro. No mesmo período deste ano, foram 7. 430.

“A quantidade de manifestações aumentou significativamente, e o ponto positivo disso é a credibilidade do cidadão na utilização do sistema oficial de ouvidoria, o OUVDF, pois está resolvendo parte dos seus problemas e por esse motivo passou a utilizar mais”, observa o gerente de Acompanhamento de Ouvidoria da Secretaria de Saúde, Alessandro Sá.

Mesmo com o aumento significativo das demandas, comparando o período de 1/01/2018 a 20/11/2018 com o mesmo período de 2019, o índice de resolutividade subiu para quase 40%.

Para ampliar o acesso da população à ouvidoria, em abril deste ano foi implantado o projeto itinerante, iniciado como piloto no Hospital da Região Leste. Equipes da Ouvidoria da Saúde passaram pelo Hospital Regional da Asa Norte, Centro de Orientação Médico Psicopedagógica,  UBSs 1 do Cruzeiro, 7 do Gama, 5 e 8 de Ceilândia, 1 de Vicente Pires e 1 de Santa Maria.

E vem por aí

Novos hospitais, Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e mais leitos para a população do Distrito Federal. Esses são alguns projetos previstos para começar em 2020. “Teremos dois novos hospitais na Ceilândia: um será materno-infantil, com 180 leitos. O outro, geral, que terá em torno de 380 leitos. Os dois são muito importantes, pois serão feitos no local mais populoso do DF”, ressalta o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

O titular da pasta também destaca a construção de outros dois hospitais. Um deles, na Região de Saúde Centro Sul, beneficiará pelo menos 400 mil pessoas, sendo erguido no Guará II. O novo complexo terá capacidade para 285 leitos de enfermaria e outros 90 para o pronto-socorro, com perfil assistencial voltado à clínica médica e outras cinco especialidades da Medicina.

O outro é o Hospital de Especialidades Cirúrgicas e Centro Oncológico de Brasília, conhecido como Hospital Oncológico. A previsão é de que tenha 152 leitos de internação, 20 leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) e capacidade para realizar até 9 mil atendimentos por ano. Ele será construído nas proximidades do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB).

“Iniciaremos 2020 com esse projeto, entre outros, para disponibilizar esses hospitais à população. Serão mais serviços e futuros locais de trabalho para os profissionais de saúde”, afirma o secretário.

* Com informações da Secretaria de Saúde

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